No dia 25 de julho de 2026, realizou-se o workshop “AgroData Insights – Tâmega e Sousa”, integrado no projeto AgroNet Forward: Digitalizar o Agroalimentar do Douro Tâmega, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Amarante, no âmbito do UVVA – Universo do Vinho Verde Amarante.
A iniciativa, organizada pela ADCEIDT, em parceria com a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), constituiu um momento de partilha e reflexão sobre a utilização estratégica dos dados e das tecnologias digitais na viticultura, explorando o seu potencial para apoiar uma gestão mais eficiente, sustentável e orientada para a tomada de decisão.
O workshop teve como principais objetivos demonstrar aplicações práticas de Big Data e Inteligência Artificial na viticultura, evidenciar o papel da conectividade e da analítica preditiva na otimização dos recursos naturais e promover a adoção de soluções digitais capazes de reforçar a competitividade e sustentabilidade do setor vitivinícola.
Inovação e transformação digital ao serviço do território
A sessão teve início com as boas-vindas da Dr.ª Maria José Cerqueira, coordenadora do projeto AgroNet Forward, em representação da ADCEIDT.
Durante a intervenção foi realizado o enquadramento do workshop no projeto AgroNet Forward – Digitalizar o Agroalimentar do Douro Tâmega, apresentando os seus principais objetivos, centrados na sensibilização e capacitação das PME agroalimentares para a adoção de tecnologias digitais.
Foi destacada a importância da inovação, transformação digital e sustentabilidade enquanto fatores determinantes para aumentar a competitividade do setor agroalimentar e preparar as empresas para responder aos novos desafios tecnológicos, ambientais e económicos.
A Dr.ª Maria José Cerqueira agradeceu ainda ao Município de Amarante pela cedência do Salão Nobre da Câmara Municipal, que possibilitou a realização da iniciativa no contexto do UVVA – Universo do Vinho Verde Amarante.
Seguiu-se a intervenção do Dr. Adão, em representação da Câmara Municipal de Amarante, que saudou os participantes e valorizou a realização do workshop no âmbito de um evento dedicado ao setor vitivinícola.
A intervenção destacou o contributo da inovação tecnológica e da digitalização para a valorização da viticultura e do setor agroalimentar do território, reforçando igualmente a importância das parcerias entre entidades públicas, instituições de ensino superior e empresas na promoção do desenvolvimento regional e da competitividade.
Viticultura 5.0: conectividade, Inteligência Artificial e sustentabilidade
A componente técnica foi dinamizada pelo Professor Doutor Carlos Serôdio, sob o subtema “Viticultura 5.0: A Convergência entre Conectividade, Edge AI e Sustentabilidade”.
Ao longo da sessão foi explorado o papel da conectividade, Inteligência Artificial, sensores inteligentes e gémeos digitais na transformação da gestão da vinha, demonstrando como estas tecnologias podem contribuir para uma monitorização mais precisa das explorações e apoiar decisões baseadas em informação recolhida e analisada em tempo útil.
A utilização de Big Data e analítica preditiva assume particular relevância neste contexto, permitindo transformar grandes volumes de informação em conhecimento útil para apoiar a gestão agrícola, antecipar necessidades e otimizar a utilização dos recursos disponíveis.
A sessão demonstrou como a integração de diferentes tecnologias digitais pode apoiar uma gestão mais eficiente das explorações vitivinícolas, contribuindo para produzir melhor, utilizar menos recursos e reduzir desperdícios, conciliando inovação tecnológica com sustentabilidade ambiental e económica.
Dados para uma viticultura mais sustentável e resiliente
Um dos pontos centrais do workshop foi a crescente importância dos dados na tomada de decisão no setor vitivinícola. Num contexto marcado por desafios ambientais, económicos e produtivos, a capacidade de recolher, interpretar e utilizar informação assume um papel fundamental na adaptação das explorações e na otimização dos seus processos.
A conectividade, os sensores inteligentes, a Inteligência Artificial e os gémeos digitais permitem acompanhar de forma mais precisa as condições das explorações, identificar necessidades e apoiar decisões ajustadas à realidade de cada contexto produtivo.
A transformação digital deve, assim, ser encarada como uma ferramenta para promover uma utilização mais eficiente dos recursos e contribuir para uma viticultura mais sustentável, competitiva e resiliente.
Neste contexto, a inovação tecnológica assume particular relevância para as PME vitivinícolas, criando oportunidades para melhorar processos e reforçar a sua capacidade de resposta perante os desafios ambientais e económicos que marcam o futuro do setor.
Conhecimento, empresas e território
A realização do workshop no âmbito do UVVA – Universo do Vinho Verde Amarante reforçou a ligação entre inovação tecnológica e um setor de particular relevância para o território, aproximando o conhecimento científico das empresas e dos agentes locais.
Entre as principais mensagens da iniciativa destacou-se também a importância da colaboração entre empresas, instituições de investigação e entidades públicas. A articulação entre estes diferentes agentes é essencial para acelerar a transição digital, facilitar a adoção de novas tecnologias e promover soluções ajustadas às necessidades reais do setor.
O workshop “AgroData Insights – Tâmega e Sousa” permitiu, assim, aproximar tecnologia, conhecimento científico e realidade vitivinícola, demonstrando como os dados, a Inteligência Artificial e a conectividade podem contribuir para uma viticultura mais eficiente, sustentável e preparada para os desafios futuros.
Cofinanciado pelo COMPETE 2030, Portugal 2030 e pela União Europeia, o projeto AgroNet Forward: Digitalizar o Agroalimentar do Douro Tâmega, n.º 25447, tem como objetivo acelerar a transformação digital das PME do setor agroalimentar* nas regiões do Douro, Alto Tâmega e Barroso e Tâmega e Sousa.
*São excluídos do âmbito de aplicação do “Sistema de Apoio a Ações Coletivas” os incentivos concedidos aos setores da aquicultura e da transformação e comercialização de produtos da pesca e da aquicultura.




