Blockchain aplicada à cadeia agroalimentar
No dia 11 de setembro de 2026, realizou-se, no Centro Sociocultural de Tabuado, em Marco de Canaveses, o workshop “Blockchain Agro: Garantir a Transparência e a Segurança no Agroalimentar” (Tâmega e Sousa), integrado no projeto AgroNet Forward: Digitalizar o Agroalimentar do Douro Tâmega.
A sessão foi dinamizada pelo Professor Doutor Emanuel Peres, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, UTAD, e do CITAB, e incidiu sobre as potencialidades da tecnologia blockchain aplicada ao setor agroalimentar, com particular atenção à digitalização de registos, rastreabilidade, segurança e transparência ao longo da cadeia de valor.
Ao longo da apresentação foram abordados princípios e casos de aplicação da blockchain, evidenciando a forma como esta tecnologia pode apoiar a criação de registos digitais partilhados, verificáveis e associados às diferentes etapas do percurso dos produtos.
A rastreabilidade assumiu um papel central na sessão. A estruturação da informação ao longo da cadeia permite acompanhar a origem e o histórico dos produtos, apoiar o controlo dos processos e facilitar a identificação da origem de eventuais ocorrências.
Foram também exploradas as dimensões da segurança e da integridade dos dados, destacando-se o contributo da blockchain para reforçar a confiança na informação partilhada entre produtores, transformadores, distribuidores e outros intervenientes do setor.
Perspetivas das empresas na mesa-redonda
A atividade integrou ainda uma mesa-redonda dedicada à aproximação entre a componente tecnológica e a realidade das empresas, criando espaço para a partilha de experiências e de diferentes perspetivas sobre os desafios da transformação digital no agroalimentar.
Participaram neste momento António Moreira, sócio-gerente da Bolozeima Pastelaria, Dr. Bernardo Lencastre, Administrador da Sociedade Agrícola Casa de Vila Nova, Lda., e Paulo Ribeiro, Administrador da Casa Reis, Produtos Alimentares, Lda.
O debate incidiu sobre a adoção de novas tecnologias pelas empresas, a necessidade de garantir informação fiável, acessível e segura e o valor da rastreabilidade num setor em que vários agentes intervêm ao longo dos processos de produção, transformação e comercialização.
Digitalização ao serviço da confiança
A sessão permitiu demonstrar como a blockchain, a digitalização dos registos e os sistemas de rastreabilidade podem contribuir para cadeias agroalimentares mais transparentes e seguras, apoiando uma gestão da informação mais consistente e reforçando a confiança entre empresas, parceiros e consumidores.




Cofinanciado pelo COMPETE 2030, Portugal 2030 e pela União Europeia, o projeto “AgroNet Forward: Digitalizar o Agroalimentar do Douro Tâmega” (n.º 25447) tem como objetivo acelerar a transformação digital das PME do setor agroalimentar* nas regiões do Douro, Alto Tâmega e Barroso e Tâmega e Sousa.
*São excluídos do âmbito de aplicação do “Sistema de Apoio a Ações Coletivas” os incentivos concedidos aos setores da aquicultura e da transformação e comercialização de produtos da pesca e da aquicultura.
