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No dia 25 de julho de 2026, realizou-se, em Amarante, a atividade “AgroData Insights, Tâmega e Sousa”, que integrou uma sessão dedicada ao tema “Viticultura 5.0, a convergência entre conectividade, Edge AI e sustentabilidade”.
Ao longo da sessão, foi apresentada a evolução da agricultura digital até ao conceito de Agricultura 5.0, assente na integração entre tecnologia avançada, sustentabilidade ambiental e intervenção humana. Esta abordagem procura transformar os dados recolhidos no terreno em decisões e ações concretas, com foco na redução de recursos e na valorização do terroir.
A atividade demonstrou como a conectividade 5G, os sensores inteligentes e a Edge AI podem apoiar a monitorização da vinha em tempo real, permitindo tomar decisões mais rápidas e precisas. Estas tecnologias possibilitam acompanhar diferentes parcelas, equipamentos e condições ambientais, processando informação diretamente no local onde é recolhida.
Entre as soluções abordadas destacaram-se os gémeos digitais, modelos virtuais alimentados por dados provenientes do campo que permitem simular cenários, antecipar riscos climáticos e apoiar o planeamento da rega, da maturação e da vindima.
Foram também exploradas aplicações da inteligência artificial na deteção de doenças e plantas infestantes, na monitorização do stress hídrico e na aplicação localizada de produtos. Ao processar os dados junto dos próprios sensores, a Edge AI permite responder rapidamente às condições identificadas e aplicar recursos apenas onde são necessários.
A componente da sustentabilidade assumiu um papel central, evidenciando como uma gestão baseada em dados pode reduzir o consumo de água, energia e fatores de produção, contribuindo para uma viticultura mais eficiente e responsável.
A monitorização contínua da vinha permite ainda antecipar pragas, doenças e situações de stress climático, apoiando a proteção do terroir e aumentando a capacidade de adaptação das explorações, com menor impacto ambiental.
A sessão permitiu, assim, demonstrar como a convergência entre conectividade, inteligência artificial, sensores e modelos digitais pode transformar os dados da vinha em conhecimento operacional, apoiando uma produção vitivinícola mais informada, resiliente e sustentável.